quarta-feira, 20 de maio de 2009

Indução Televisiva



Cá estou de volta para colocar mais uma interrogação em vossas cabeças.

Com certeza todos nós já assistimos uma propaganda que está circulando na televisão. Um partido político extremamente preocupado com o futuro da maior fonte necessária à nossa vida: a água.

Direciono méritos para esta iniciativa. Preocupada, racional e pertinente. Mas não concordo com o modo pelo qual está sendo realizada.

Explico.

Simplesmente, o dito partido, colocou uma linda menininha, creio eu de aproximadamente uns 10 anos, dizendo que sonhou poder tomar banho todos os dias sem ouvir de sua mãe: “Menina, você já tomou banho ontem, não precisa tomar hoje!” Preocupante.

Quer dizer que a assepsia não é mais necessária? Quer dizer que não podemos tomar banho para economizar água? Ficamos então sujos, pelo planeta? Preservar o planeta e economizar água é uma questão, com a qual concordo plenamente; mas deixar de tomar banho? Desculpem-me, mas isso me cheira a patrocínio de perfumarias com ótimas fragrâncias em seus perfumes e cremes capazes de esconder a falta de assepsia pessoal.

Poderíamos sim, como já é feito em diversos empreendimentos, reaproveitar a água da chuva em nossas casas. Poderíamos ainda, fechar a torneira ao escovar os dentes, fazer a barba. Sugiro ainda, ao lavarmos nossos veículos, procurarmos uma lavagem a seco ou ainda, juntarmos roupas sujas durante um tempo maior, e usar menos vezes nossas máquinas de lavar roupas. Agora, não tomar banho? Lastimável. Deus, dai-me compreensão...

Caros, poupem nosso meio sim, ajudem na preservação, nossos filhos, netos agradecerão. Mas se um dia deixarem de tomar banho para tal, não se dirijam à minha pessoa...

O meio ambiente, a natureza invoca-o:

Reflita, incomode-se, identifique-se!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Cigarro e “Cafetina” ativam meu “célebro”!

Ilustre título, não?

Pois bem, este acontecimento (explicarei por qual motivo assim o considero) foi presenciado por mim. E mais, este bendito jargão foi dirigido para minha pessoa.

Explico.

Estava eu, sentado, observando o movimento e tomando um cafezinho em um bar, desses cafés servidos em copos estilo “martelinho”. Quando calmamente, sem pressa alguma, entra neste mesmo bar uma senhorita pedindo que o atendente servisse um cafezinho igual ao meu; senta-se ao meu lado, recolhe um cigarro de um maço todo amassado, coloca-o na boca e o acende. E eu ali, tomando o meu.

O atendente traz o pedido da moça, ela coloca o açúcar, prova a ver se está do seu gosto, estala os beiços, olha pra mim e exclama em alto e claro som: “Cigarro e Cafetina ativam meu célebro.”

Estás rindo? Imagine minha vontade na hora...

Prezados, fiquei pasmo, pensando no que a bendita cliente daquele bendito bar havia acabado de proferir ao meu ouvido. De certo ela era dona de um bordel, pra confundir cafeína com cafetina! Ou de certo ela toma tanta “cafetina” que seu “célebro” em vez de ativar, fez foi parar de vez! Mas, como se não bastasse esta pérola, prosseguiu ela com sua vida pessoal, comentando sobre seu longo desemprego, sobre suas dificuldades, etc...

Enfim, considero esse um acontecimento, como disse introdutoriamente, pelo seguinte: aparentando uns 30 anos, vivendo em um mundo extremamente complexo quanto à alta exigibilidade de conhecimentos e preparações ao mercado de trabalho, palavras expelidas assim, explicam a desestrutura educacional por qual o país passava há algumas décadas atrás no nascimento dessa cidadã; sua falta de conhecimento do norteamento de nossa educação, a língua portuguesa, explica seu desemprego. Mas pensemos, o país passava por isso naquela época ou ainda passa?

Coloquemo-nos na situação atual, onde cada vez aumentam demissões por culpa do despreparo. Onde cada vez, segundo os desempregados, está mais difícil engajar-se em um emprego. Mas como um empresário, precisando de um novo funcionário capaz de executar funções em sua empresa, empregaria um ser capaz de maltratar assim o bonito português?

Por tal, amigos, meu objetivo é colocar-lhes a pensar: tu tens a preparação necessária para entrar no mercado de trabalho? És capaz de distinguir cafeína de cafetina? E cérebro de célebro? Se tua resposta é sim, estamos tranquilos. Agora, se tua resposta for não, dou-te a seguinte dica:

Evite o cigarro e o café com muita cafetina, pode ser que eles paralisem seu “célebro” também.

Reflita, incomode-se, identifique-se.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Crise? Pra quem??



Inicio os trabalhos comentando sobre algo que assusta ou pretende assustar à quase todos: a dita CRISE por qual o mundo passa.

Será mesmo que o mundo está em crise? Será mesmo que grandes multinacionais, enormes potências econômicas mundiais estão a falir por culpa de uma crise??

A resposta é sim! Multinacionais, empresas nem de grande, mas de imenso porte estão sim sofrendo. Demissões em massa, consumo freado...

Mas e nós? Cidadãos comuns, trabalhadores, “poupadores”, sofremos?


Vejamos...

Tocante ao Brasil vejo que a crise atinge os grandes; atinge pessoas cujo poder aquisitivo torna-se incalculável frente sua riqueza. Estes sim estão sofrendo, mas não em nosso país! Estão sofrendo por culpa de investimentos externos, por culpa de um consumismo desenfreado comparado a massa populacional, feito anterior à crise.

Constato isso pensando no seguinte: tu, eu, nossos amigos...pessoas de poder aquisitivo médio, considerados classe média (seja ela alta ou baixa), sofremos com a crise em nosso dia-a-dia? Algum de nós deixou de comprar roupas? De almoçar, jantar? Algum de nós deixou de sentar em num barzinho e tagarelar com amigos? De certeza, não. Consequentemente, afirmo: não sofremos com a crise. Pelo contrário, ela nos ajuda! Pois com ela, nós da classe média, que temos gastos moderados, que juntamos com esforço nossos trocados, que temos um sentido consumista extremamente consciente, conseguimos comprar carros novos mais baratos (redução de IPI por culpa da crise nas potências econômicas), conseguimos comprar agora eletrodomésticos mais baratos, conseguimos barganhar melhor qualquer produto que queiramos adquirir, afinal, a classe alta está em recesso de consumo; suas economias e seu alto consumismo estão sendo sugados pela CRISE MUNDIAL.

Portanto, caros, insisto em dizer, a crise está na TV. Está em quem não possui freios ao consumir. Está em quem tem demais. Mas não em nós...

Não deixe de viver pensando na crise; mas também não vire um frenético por consumo.

Reflita, incomode-se, identifique-se.

Até a próxima.